Contexto do Parcelamento de Débitos
Recentemente, o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campina Grande (Ipsem), Floriano de Paula Mendes Brito Júnior, compartilhou informações importantes acerca do novo Projeto de Lei do Executivo. Este projeto torna viável o parcelamento de débitos históricos do Município, incluindo obrigações previdenciárias, com o governo federal.
Este movimento surge como resposta a uma exigência da Emenda Constitucional 136 de 2025, que prorrogou o prazo para estados e municípios com dívidas federais, como as com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), para realizarem o parcelamento ou até mesmo reparcelamento dessas pendências.
Quem é o Presidente do Ipsem?
Floriano de Paula Mendes Brito Júnior é o advogado que ocupa a presidência do Ipsem. Com uma trajetória profissional focada na área do direito e uma sólida compreensão da legislação previdenciária, ele tem se destacado em sua função, buscando soluções que beneficiem tanto o Instituto quanto os servidores públicos municipais. Ao explanar sobre o projeto, Brito Júnior enfatiza a necessidade de adaptação à nova legislação, garantindo que a gestão pública esteja em conformidade e preparada para eventuais exigências.

O que é a Emenda Constitucional 136?
A Emenda Constitucional 136, promulgada em 2025, introduziu alterações significativas nas regras de parcelamento de dívidas de entes federativos com a União. Uma das inovações dessa emenda é a flexibilização dos prazos para que estados e municípios possam quitar suas obrigações fiscais, oferecendo uma alternativa para dívidas de longo prazo. Essas mudanças têm como objetivo facilitar a regularização das contas públicas e assegurar a estabilidade financeira dos municípios.
Requisitos para Participar do Parcelamento
Para que um município possa se beneficiar do parcelamento proposto, é necessário cumprir uma série de exigências estabelecidas pela Emenda Constitucional. Entre os principais requisitos, destacam-se:
- Legislação Local: A adoção de uma norma municipal que regule o parcelamento das dívidas é imprescindível.
- Prazo de Adesão: Os municípios têm até setembro de 2026 para formalizar sua adesão ao parcelamento extraordinário.
- Regularidade Fiscal: É necessário que os municípios não possuam pendências fiscais recentes relacionadas ao fundo de participação dos municípios.
Situação Atual dos Débitos do Município
Conforme salientado por Floriano Brito Júnior, a atual gestão de Campina Grande não registra débitos pendentes com o Ipsem que necessitem ser parcelados sob as novas condições estabelecidas pelo projeto de lei. Isso se deve ao fato de que todos os débitos históricos que estavam em aberto foram quitados antecipadamente pela administração vigente. Entretanto, existe um débito sub judice desde 2007 que, se confirmado judicialmente, poderá gerar a obrigação de pagamento pelo Município.
Importância do Projeto para a Gestão Municipal
A implementação do projeto de lei se reveste de grande importância para a gestão pública municipal. Ele não apenas proporciona uma oportunidade de regularização de dívidas, como também prepara a administração para eventuais complicações financeiras que possam surgir no futuro. A criação de um amparo legal é fundamental para assegurar que o Município esteja devidamente preparado para enfrentar possíveis exigências do Judiciário no que se refere a dívidas judiciais.
Como Funciona o Programa Pro-Regularização?
O governo federal criou o programa Pro-Regularização com a finalidade de acompanhar os municípios que optarem por aderir ao parcelamento de suas dívidas. Esse programa oferece suporte e orientações, ajudando os gestores a cumprirem a legislação e a aproveitarem da melhor forma os benefícios disponíveis. Assim, ao aderir, Campina Grande terá acesso a assistências que podem maximizar os resultados das ações de regularização fiscal.
Consequências de Débitos Subjudice
Débitos que se encontram sub judice, ou seja, sob análise judicial, podem causar incertezas financeiras para o Município. Caso a decisão judicial defina a responsabilidade de pagamento, haverá a necessidade de uma mobilização de recursos que pode impactar a saúde financeira da administração. Portanto, o planejamento amplo e a previsão de contingências são essenciais para garantir que o Município consiga gerir tais situações sem comprometer a eficiência dos serviços públicos.
Planejamento Antecipado da Prefeitura
A atual gestão tem se mostrado proativa ao encaminhar o projeto de lei para a Câmara Municipal, visando adequar a legislação local à Emenda Constitucional de forma antecipada e planejada. Essa abordagem denota uma visão estratégica, focando em resolver pendências históricas e proteger o Município de futuras complicações financeiras. O planejamento é fundamental para evitar surpresas que possam comprometer a estabilidade fiscal municipal.
Impactos do Projeto para os Servidores
O parcelamento de débitos históricos não afeta diretamente os servidores ativos, visto que a gestão já se comprometeu a quitá-los. Entretanto, a regularização das contas do Ipsem é vital para garantir a saúde financeira do instituto, o que resulta em benefícios indiretos para os servidores, incluindo a certeza de que suas aposentadorias e benefícios serão garantidos. Um Ipsem sólido é crucial para a segurança e bem-estar dos servidores públicos ao longo de suas trajetórias.


