O que aconteceu no Parque Evaldo Cruz
Uma noite que começou com apreensão transformou-se em um momento de alegria para a família do professor Viriato João Lopes Nhanca. O menino, de apenas cinco anos, se distanciou dos familiares no Parque do Povo, durante o evento de O Maior São João do Mundo, no dia 04. A família, originária de Guiné-Bissau, cidadão africano que reside em Campina Grande há duas décadas, passou por momentos de preocupação ao se dar conta da ausência da criança.
A importância da Ação Intersetorial
Imediatamente após a notificação do desaparecimento do garoto, a equipe de Ação Intersetorial, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), foi mobilizada. No Parque Evaldo Cruz, os Policiais Militares encontraram o garoto, que estava aparentemente seguro, e o conduziram até a sala de acolhimento destinada a situações como essa.
Quem é a família de Guiné-Bissau
A família de Viriato João Lopes Nhanca tem suas raízes em Guiné-Bissau, na costa ocidental da África, e se estabeleceu em Campina Grande por dois décadas. Viriato, além de professor, possui doutorado em Ciências Políticas e expressou sua gratidão à equipe envolvida na ação de resgaste de seu filho, enfatizando o apoio recebido.

Como a Polícia Militar ajudou no reencontro
O apoio da Polícia Militar foi essencial no reencontro. Sob a coordenação do capitão Honório, a guarnição não só encontrou a criança como também a levou para o local de acolhimento, onde ele recebeu alimentação, brinquedos e carinho. O capitão destacou a importância desse espaço de acolhimento em eventos populares, afirmando que ele proporciona segurança tanto para as crianças quanto para os pais.
Testemunhos emocionantes do pai
O desabafo do pai, Viriato Nhanca, foi repleto de emoções. Agradecendo o suporte recebido, ele afirmou que o acolhimento foi caloroso e cuidadoso. “Meu filho ganhou lanche, brinquedos, livros e muito carinho”, relatou, expressando alívio e gratidão ao contrário da angústia do momento anterior.
O papel da Secretaria Municipal de Assistência Social
Fabio Thoma, secretário da Semas, reafirmou o compromisso da secretaria em proteger os direitos das crianças e adolescentes. A ação não apenas ajudou na localização do garoto, mas também representa um esforço contínuo da equipe em abordar casos semelhantes, garantindo que crianças sem supervisão adequada tenham acompanhamento necessário e seguro.
O que fazer se uma criança se perder
Na eventualidade de uma criança se perder em um evento, há algumas diretrizes que podem auxiliar os pais ou responsáveis:
- Manter a calma: A primeira ação deve ser manter a calma para não gerar mais pânico.
- Buscar ajuda imediata: Contatar seguranças ou policiais no local são passos essenciais.
- Informar características: Quanto mais informações sobre a criança, como roupas e características físicas, melhor será.
- Estabelecer pontos de encontro: Antes de eventos, definir um lugar de encontro para os membros da família pode ser vital.
Outros casos semelhantes de adolescentes perdidos
A Ação Intersetorial tem registrado outros incidentes semelhantes, como adolescentes que aparecem perambulando sozinhos em eventos. A equipe da Semas é treinada para abordar esses jovens e garantir que sejam encaminhados às autoridades competentes, como o Conselho Tutelar, para assegurar seu bem-estar e promover a proteção adequada.
Como o apoio comunitário foi fundamental
A resposta da comunidade é um fator essencial nas situações de emergência. O apoio de amigos e vizinhos no local do evento é inestimável, pois pode acelerar o processo de localização e resgate. A mobilização da comunidade quando uma criança desaparece pode fazer toda a diferença.
Encaminhamentos feitos pelo Conselho Tutelar
Após o incidente de reencontro de Viriato com seu filho, a equipe da Ação Intersetorial encaminhou o caso ao Conselho Tutelar. Este acompanhou a situação e assegurou que todas as providências necessárias para o bem-estar da criança ficassem em dia, reforçando a importância da integração das redes de proteção em Campina Grande.

