Uma Exposição Inédita
A Galeria Edvaldo do Ó, situada na Secretaria de Cultura de Campina Grande, está apresentando uma nova e emocionante mostra intitulada “Arte Preta da Serra”. Com curadoria da talentosa fotojornalista Val da Costa, esta exposição traz um olhar profundo sobre as vivências de dez mulheres artistas da Serra da Borborema. O evento é uma celebração da cultura negra e ficará em exibição até 6 de fevereiro.
Artistas Negras em Destaque
A exposição reúne a obra de uma diversificada gama de artistas negras, cada uma com sua própria linguagem e maneira de expressar a arte. Entre as participantes estão:
- Anita Garyballdi: uma renomada bonequeira que utiliza suas criações para contar histórias.
- Joana Marques: conhecida como Lamparina, é uma atriz que traz a tradição do teatro popular para os palcos.
- Sandovânia Bertulino: artesã do macramê, cuja habilidade e criatividade são inspiradoras.
- Mithra Josyane: trancista que combina técnicas ancestrais com a modernidade.
- Rosângela Lisboa: ceramista cujo trabalho reflete as tradições locais.
- Caliandra Andrade: cantora que expressa a cultura através de sua poderosa voz.
- Rayanne Mendes: dançarina junina que encanta com suas coreografias.
- Myrlla dos Anjos: escritora que se aprofunda na literatura de expressão negra.
- Ayana: dançarina de ballroom que mistura ritmos e estilos.
- Ju Dutra: escritora e cordelista que traz poesia e histórias para a cena cultural.
Fotografia Mobile como Expressão
Utilizando a técnica de fotojornalismo mobile, Val da Costa captura momentos que refletem as rotinas e os processos criativos das artistas. As imagens, que capturam gestos e a interação com o ambiente de trabalho, são uma poderosa demonstração de como a arte se entrelaça com o cotidiano. A escolha dessa técnica ressalta a acessibilidade da arte e a importância do olhar contemporâneo sobre diversas culturas.

Visita Gratuita até Fevereiro
A entrada para a exposição “Arte Preta da Serra” é totalmente gratuita, permitindo que um amplo público tenha a oportunidade de explorar e apreciar as obras em exibição. A mostra não apenas proporciona uma experiência estética enriquecedora, mas também educa o público sobre a cultura e a contribuição das mulheres negras na arte local.
Diálogo entre Arte e Cotidiano
As obras expostas formam um diálogo entre o que é popular e o que é clássico, promovendo uma reflexão sobre o papel da arte na sociedade. A exposição convida o público a contemplar a vida das artistas, suas aspirações e desafios, e como esses elementos se refletem em suas criações.
Histórias de Mulheres Artistas
Cada uma das artistas apresentadas na exposição traz consigo uma rica história de vida e luta. Suas trajetórias são uma celebração da força e da resiliência das mulheres negras, e cada obra é uma representação dessa experiência vivida. Essa valorização da narrativa pessoal por meio da arte é um dos pontos centrais da exposição.
Experiência Sensorial e Inclusiva
Além das fotografias impressas, a exposição oferece uma experiência digital que inclui áudios e imagens adicionais. Isso enriquece a visita e torna a experiência acessível a pessoas com diferentes necessidades, permitindo que todos possam apreciar a arte de maneira inclusiva e sensorial.
Val da Costa e a Curadoria
A curadoria de Val da Costa é fundamental para o sucesso da exposição, pois ela traz um olhar único que conecta a arte com as realidades diárias das artistas. Sua abordagem é sensível e intencional, garantindo que cada aspecto da apresentação ressoe com o público.
Apoio da Política Nacional Aldir Blanc
A realização da exposição foi possibilitada pelos recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que visa apoiar as manifestações culturais em todo o Brasil. O edital Biliu de Campina contribuiu para que esse projeto se tornasse realidade, promovendo a cultura local e a valorização da arte preta feminina.
A Importância da Cultura Local
“Arte Preta da Serra” não é apenas uma exposição; é uma vitrine para a cultura rica e diversificada de Campina Grande. Ao divulgar o trabalho de artistas negras, a mostra ajuda a moldar um futuro cultural mais inclusivo e representativo, reafirmando a necessidade de espaços onde as vozes históricas e contemporâneas possam ser ouvidas e celebradas. Essa iniciativa é um passo importante para a valorização da cultura local e a promoção da diversidade dentro do cenário artístico.


