Campina Grande registra redução de mais de 50% no índice de infestação por Aedes aegypti

Resultados do 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação

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Em um cenário otimista e encorajador, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande divulgou os resultados do 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2025. O índice de infestação do mosquito, vetor de doenças graves como Dengue, Zika e Chikungunya, mostrou uma queda excepcional de mais de 50% em comparação com o levantamento anterior, passando de 5,3% para 2,3%. Essa redução representa um avanço significativo na luta contra esses vírus, evidenciando o empenho das autoridades em mobilizar a comunidade e implementar medidas eficazes de controle.

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Os dados foram obtidos através da inspeção de 9.652 imóveis em 63 bairros, revelando que a grande maioria dos bairros se encontra na faixa de risco médio. Isso inclui 52 localidades que foram classificadas como tal, apenas 11 bairros estão sob baixo risco de infestação, e nenhum foi categorizado como de alto risco, um resultado particularmente alentador.

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A importância desse levantamento vai além dos números. Ele serve como uma chamada à ação para a população e as autoridades locais, enfatizando que a vigilância contínua é essencial para manter a cidade em baixos índices de infestação e saúde pública.

redução no índice de infestação por Aedes aegypti

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Comparativo entre os índices de infestação de 2025 e 2024

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Quando comparamos os índices de infestação por Aedes aegypti de 2025 e 2024, a evidência da eficácia das campanhas de conscientização e combate à proliferação do mosquito torna-se clara. No levantamento do ano anterior, o índice estava em 5,3%, o que indicava uma situação alarmante, onde várias áreas da cidade estariam em risco elevado. Com a queda atual para 2,3%, não apenas observamos uma redução quantitativa, mas também um impacto qualitativo na saúde comunitária.

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Esse comparativo não deve ser visto apenas como um número, mas sim como um importante indicador de progresso que deve ser mantido. Como demonstram as estatísticas, ao longo do último ano, as campanhas de conscientização e o engajamento da população em ações de combate ao mosquito mostraram resultados positivos, particularmente em bairros que anteriormente estavam sob alto risco.

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Além disso, essa redução significativa de índice reflete o impacto direto de políticas de saúde pública implementadas e a mobilização de equipes de Vigilância Ambiental, que têm realizado um trabalho incansável nas comunidades. Contudo, a luta não deve ser considerada finalizada; a tendência de queda precisa ser sustentada através de esforços contínuos de prevenção.

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Mecanismos do Índice de Infestação Predial (IIP)

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O Índice de Infestação Predial (IIP) é uma medida crucial para entender a presença do mosquito Aedes aegypti em uma determinada área. Ele é calculado pela porcentagem de imóveis que apresentam larvas do mosquito, com um critério que classifica os riscos da seguinte maneira:

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  • Baixo Risco: Índices inferiores a 1,0%.
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  • Médio Risco: Índices entre 1,0% e 3,9%.
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  • Alto Risco: Índices iguais ou superiores a 4,0%.
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Esse mecanismo de avaliação permite que as autoridades de saúde pública identifiquem áreas mais vulneráveis e direcione esforços de controle de forma estratégica. A análise detalhada do IIP é essencial para que as campanhas de conscientização e os métodos de controle sejam utilizados onde são mais necessários, garantindo assim a proteção eficaz da população contra as doenças que o mosquito pode transmitir.

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Através do levantamento realizado, conseguiu-se coletar dados valiosos que não apenas trazem à tona os índices atuais, mas que também fornecem um caminho claro para intervenções e ações futuras. Esse mecanismo de avaliação contínua é fundamental para manter uma vigilância apropriada e assegurar que Campina Grande permaneça em um estado de saúde pública otimizada.

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Classificação de risco de infestação em Campina Grande

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Atualmente, a situação de risco de infestação em Campina Grande é caracterizada pela distribuição dos bairros em diferentes categorias de risco, conforme os dados do último levantamento. A maioria dos bairros foi classificada em médio risco, o que indica a necessidade de atenção e ações permanentes. Entre os bairros categorizados, destaca-se o bairro da Liberdade, que apresentou o índice mais elevado, atingindo 3,7%.

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Os bairros que se encontraram em baixo risco incluem Aluízio Campos, Itararé e Santa Terezinha, refletindo que esforços anteriores para combater a proliferação têm tido sucesso nestas áreas. Por outro lado, a classificação na faixa de médio risco é um alerta que deve ser mantido em mente. Isso implica que, embora muitos bairros tenham mostrado melhora, a vigilância e a educação persistentes são fundamentais para prevenir uma mudança adversa para categorias de alto risco.

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Um ponto positivo é que, nas últimas avaliações, nenhum bairro foi classificado como alto risco, o que é um sinal animador para os residentes e autoridades. Isso representa um esforço coletivo e a importância da conscientização da população. Ao fomentar práticas de prevenção em todos os setores da comunidade, é possível continuar a trajetória rumo a índices cada vez mais baixos de infecção.

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Bairros com baixo e médio risco de infestação

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Os dados do levantamento revelaram que a distribuição de bairros com baixo e médio risco de infestação é um reflexo do impacto das ações realizadas em Campina Grande. Os bairros com baixo risco incluem:

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  • Aluízio Campos
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  • Itararé
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  • Jardim Itararé
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  • Liberdade
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  • Santa Terezinha
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  • São José
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  • São José da Mata
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  • Sandra Cavalcante
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  • Tambor
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  • Tropeiros da Borborema
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  • Vila Cabral
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Esses bairros estão mostrando um forte compromisso e engajamento da comunidade em práticas que previnem o crescimento populacional do mosquito. Por outro lado, os bairros com médio risco, que abarcam uma faixa maior, destacam a importância de seguir com iniciativas educacionais e de combate. Entre os bairros de médio risco, podemos citar:

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  • Acácio Figueiredo
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  • Alto Branco
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  • Araxá
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  • Bela Vista
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  • Bento Figueiredo
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  • Bodocongó
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  • Castelo Branco
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  • Catolé
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  • Centenário
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  • Centro
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  • Cidades
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  • Conceição
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  • Conj. dos Professores
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  • Cruzeiro
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  • Cuités
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  • Dinamérica
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  • Distrito Industrial
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  • Estação Velha
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  • Galante
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  • Jardim Continental
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  • Jardim Paulistano
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  • Jardim Quarenta
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  • Jardim Tavares
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  • Jeremias
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  • José Pinheiro
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  • Lagoa de Dentro
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  • Lauritzen
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  • Louzeiro
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  • Malvinas
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  • Mirante
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  • Monte Castelo
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  • Monte Santo
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  • Nações
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  • Nova Brasília
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  • Novo Bodocongó
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  • Palmeira
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  • Palmeira Imperial
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  • Pedregal
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  • Prata
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  • Presidente Médici
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  • Quarenta
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  • Ramadinha
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  • Ronaldo Cunha Lima
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  • Santa Cruz
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  • Santa Rosa
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  • Santo Antônio
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  • São Januário
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  • Serrotão
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  • Três Irmãs
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  • Universitário
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  • Vale da Catirina
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  • Velame
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Essas listas demonstram não apenas a diversidade geográfica e comunitária na cidade, mas também a importância de se manter a vigilância e a prevenção ativas, especialmente nas áreas com índice de médio risco. Cada bairro deve buscar tornar-se uma referência em práticas de controle de mosquito, o que requer um esforço contínuo e colaborativo entre a população e a administração pública.

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A importância da colaboração da população

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A participação da população é um fator determinante para o sucesso dos esforços de combate ao Aedes aegypti. A redução expressiva do índice de infestação observado no levantamento recente é em grande parte atribuída à colaboração dos moradores de Campina Grande. Medidas simples, mas eficazes como: eliminar água parada, limpar efetivamente os quintais e a realização de denúncias de possíveis focos de infestação tornam-se essenciais.

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A conscientização da população sobre como combater o mosquito é crucial. Muitas vezes, a simples ação de revisar regularmente depositórios de água, como tanques, garrafas, caixas d’água e outras áreas de risco, pode ser o que diferencia um bairro seguro de um que enfrenta surtos de doenças. Com as campanhas educativas realizadas pelas autoridades municipais e a disseminação de informações nas escolas, é possível fazer com que todos se tornem protagonistas na luta contra as arboviroses.

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É importante reconhecer que o sucesso das ações de saúde pública não depende apenas de políticas governamentais, mas também da adesão da comunidade às recomendações e diretrizes estabelecidas. Mobilizações coletivas, como mutirões de limpeza e orientação nas escolas, contribuem significativamente para o fortalecimento desse compromisso popular.

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Trabalho das equipes de Vigilância Ambiental

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Os agentes de Vigilância Ambiental têm sido fundamentais no combate à infestação do mosquito Aedes aegypti em Campina Grande. Este trabalho é realizado rotineiramente por meio de vistorias em imóveis, coletas de larvas e a aplicação de medidas educativas em diversas comunidades. Durante o último levantamento, as equipes inspecionaram um total de 9.652 imóveis, o que evidencia a dedicação e o esforço contínuo desses profissionais.

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O Gerente de Vigilância Ambiental, Hércules Lafitte, destacou que a colaboração entre as equipes e a comunidade foi essencial para alcançar os resultados positivos atualmente apresentados. O trabalho incansável das equipes não se limita a uma única ação, mas sim a um conjunto de atividades que inclui visitas domiciliares, palestras e treinamentos voltados tanto para os moradores quanto para estabelecimentos comerciais.

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Além disso, os resultados reforçam a importância do conhecimento e do treinamento contínuo dos agentes, que estão sempre atualizados com as melhores práticas e metodologias. A atuação integrada e programática das equipes de Vigilância Ambiental e o respeito à saúde pública são elementos cruciais para a minimização dos riscos de surtos nas mais diversas localidades.

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Identificação de criadouros do mosquito Aedes aegypti

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Apesar da boa notícia sobre a queda no índice de infestação, o levantamento revelou a presença de criadouros do mosquito Aedes aegypti em 211 reservatórios distintos a nível do chão, como cisternas e tambores, em cerca de 221 imóveis visitados. Isso demonstra que ainda existem áreas onde é imprescindível manter a atenção e as ações de mitigação.

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A identificação desses criadouros é um alerta para a continuidade das ações relevantes de combate ao mosquito. As equipes de Vigilância Ambiental têm a tarefa crucial de ir além das inspeções, promovendo a conscientização da população sobre como esses criadouros podem ser eliminados. O entendimento sobre as melhores práticas de prevenção não deve ser subestimado.

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É imprescindível que cada morador compreenda que, enquanto os índices estiverem sob controle, o risco nunca pode ser completamente eliminado. O trabalho em conjunto e a responsabilidade compartilhada são fundamentais para garantir o bem-estar coletivo.

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Ações de prevenção e vigilância contínua

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As ações de prevenção desempenham um papel crucial na manutenção dos índices de infestação sob controle. A continuidade das campanhas educativas é necessária não apenas para solidificar os resultados já alcançados, mas também para preparar a comunidade para possíveis surtos no futuro. Isso inclui orientação sobre práticas de higiene em ambientes domésticos e públicos.

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Programas de visitação domiciliar, onde os agentes oferecem informações e realizam inspeções, devem ser reforçados. A promoção de atividades que incentivem a população a revisar regularmente suas áreas e depósitos de água é fundamental, junto com a contribuição ativa da comunidade em mutirões de limpeza.

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As ações devem ser integradas com a tecnologia e a comunicação, utilizando as redes sociais e plataformas digitais para alcançar um público mais amplo e disseminar informações. A construção de um canal direto de comunicação entre a população e as equipes de saúde, por exemplo, pode facilitar denúncias anônimas sobre possíveis focos de infestação.

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Futuro da luta contra as arboviroses em Campina Grande

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O futuro da luta contra as arboviroses em Campina Grande dependerá não só das ações atuais, mas também do comprometimento da população e das políticas públicas de saúde adotadas. A redução no índice de infestação por Aedes aegypti é um excelente indicativo de que a mobilização foi eficaz, mas a continuidade dos esforços é crucial.

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Um futuro onde as arboviroses sejam minimizadas em Campina Grande é tangível, no entanto, requer um coletivo engajado. Sustentar a conscientização, a educação e a vigilância é o caminho para garantir que esses avanços não sejam perdidos. A responsabilidade deve ser compartilhar tanto entre o poder público quanto entre os cidadãos.

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Com a construção de uma cultura de prevenção, Campina Grande poderá não apenas possibilitar um ambiente saudável para todos os seus habitantes, mas também servir como um exemplo inspirador para outras localidades em combate às arboviroses. O compromisso com a saúde pública deve ser um princípio que norteia a atuação de todos, garantindo um futuro mais seguro e saudável para as próximas gerações.



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